terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Mazzaropi em Chofer de Praça

Em uma noite na qual a programação na TV aberta não estava uma das melhores, o bom foi assistir à um bom filme. A escolha foi de um filme inédito para mim, Mazzaropi em Chofer de Praça. Meu irmão comprou esse DVD no sábado (26).



Mazzaropi em Chofer de Praça
Direção e Roteiro: Milton Amaral e Carlos Alberto S.Barros
Ano: 1958
Cor: Preto e Branco
Gênero: Comédia/Drama
País de Origem: Brasil



SINOPSE: "O humilde Zacarias vai para a cidade grande com sua mulher para arrumar emprego e ajudar seu filho a pagar os estudos. Seu maior sonho é ver o filho se formando e para isto, está disposto a fazer o possível e o impossível. Eis que surge um trabalho como Chofer de Praça. Pronto, era tudo o que ele precisava para fazer o público se borrar de tanto rir com as viagens cheias de trapalhadas deste chofer do barulho. Próxima parada: diversão e gargalhada."

OPINIÃO: Um clássico do cinema nacional, supera muitos dos filmes da nossa industria atual. Sem restrições de público, o filme é para toda a família. 
No trailer original de Mazzaropi em Chofer de Praça, o narrador anuncia que o filme é a melhor atuação do ator Amácio Mazzaropi.
A história começa com uma família que vive no interior e parte dela - composta por Zacarias, sua esposa e seu filho Raul - vai para a cidade grande (São Paulo) para conseguir realizar o sonho de ver o filho Raul tornando-se um doutor, em quanto o outro filho fica trabalhando e mandando dinheiro para ajudar esse sonho se tornar realidade! É a típica história que o Brasil vive até hoje: a de famílias que vão para São Paulo tentar realizar os sonhos. Isso foi o que mais me cativou. Mas voltando ao enredo do filme... Chegando à São Paulo, Zacarias consegue alugar uma casa em uma espécie de vila, onde vive pessoas simples, mas também tem àquelas que tentam dar uma de ricas e orgulhosas. Em seguida, Zacarias consegue um carro e com ele começa a trabalhar como chofer, ou o típico taxista de hoje em dia.
Cada viagem que Zacarias fazia era um motivo para rir. O homem arrumou muitas confusões e conseguiu se safar de muitas situações com o seu jeito inteligente de ser, embora não tendo estudo. Foi muito engraçado cada momento desse.

Google Imagens Reprodução

Não gostei nem um pouco do Raul, o filho de Zacarias. O rapaz sentia vergonha dos pais. Sentia vergonha de dizer aos colegas da faculdade (ou "facuildade" como Zacarias dizia) que era pobre. Chegou a desprezar Iolanda, uma jovem simples que morava pertinho da casa dele e que estudava com ele. Trocou-a por uma jovem rica da faculdade deles. E  ainda por cima mentiu para essa moça rica, dizendo que era filho de um dono de uma grande indústria.  
O filme é de comédia, mas traz um conflito que faz agente refletir. E me senti comovido na parte final do filme, onde o dia mais esperado de Zacarias e sua esposa chega: a formatura de Raul. Os dois se arrumam, e ao chegarem na porta do teatro, são barrados. Quando dizem que são pais do "doutor Raul", os seguranças duvidam e vão perguntar ao jovem. E o mesmo nega ser filho deles.
No filme há números musicais também. O próprio Mazzapropi canta uma canção, como também Lana Bittencourt e Agnaldo Rayol.
O final do filme é muito bonito. Quero que quem estiver lendo essa matéria, compre o DVD e confira como termina essa excelente história!

Tiago Vieira.

Um comentário:

  1. Oi Tiago, obrigada pela visita lá no blog ;)
    Sabe que nunca assisti a um filme do Mazzaropi? rsrs
    Já ouvi falar muito, minha mãe diz que ria bastante.

    Beijos

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