sábado, 16 de fevereiro de 2013

C.S.Lewis - O Sobrinho do Mago

Já faz um tempinho que eu li esse livro e publiquei no meu outro blog. Mas aproveitando o embalo do filme A Viagem do Peregrino da Alvorada que assisti nessa semana, decidi expor minha opinião aqui.



Título - O Sobrinho do Mago
Título Original - The Magician's Nephew
Autor - C.S. Lewis
Editora do Brasil - WWF Martins Fontes

Mesmo não tendo sido o primeiro livro a ser publicado por C.S. Lewis, O Sobrinho do Mago narra os acontecimentos anteriores à famosa história de O Leão, A Feiticeira, E O Guarda Roupa. Assim, é sugerido lê-lo primeiro.
O Sobrinho do Mago tem como personagens principais Polly e Digory; que são duas crianças vizinhas que acabam servindo de cobaias pelo Tio André (tio de Digory) para experimentarem os anéis mágicos feitos por ele, que levam a um novo mundo até então desconhecido por nós. 
Polly vai primeiramente sozinha, e Digory vai atrás para achá-la. Os dois acabam chegando no Bosque Entre Dois Mundos, que é um lugar calmo e sem sinal de habitação. Neste Bosque, há diversos lagos, e Polly e Digory entram com os anéis mágicos em um outro lago para ver onde dá. 
As crianças acabam chegando ao mundo de Charn e entram em um castelo monótomo e sombrio. Eles entram em uma sala onde há pessoas muito bem vestidas (como reis e rainhas), sendo que eram estátuas. Digory lê uma placa que o incita a bater com um martelo em um sino para ver o que acontecerá:

                                            "Ousado aventureiro, decida de uma vez: 
                                               Faça o sino vibrar e aguarde o perigo.
                                             Ou acabe louco de tanto pensar:
                                          'Se eu tivesse tocado, o que teria acontecido

Digory bate no sino antes que Polly conseguisse impedi-lo. Então tudo acontece. A princesa Jadis, ou Feiticeira Branca, é libertada do sono e começa a falar com as crianças às interrogando sobre de que mundo elas eram e etc.
Até que Jadis os obriga a levá-la até o mundo deles e as crianças não têm escolhas a não ser de levá-la até Londres (lugar onde moram). 
Em Londres, Jadis conhece o maluco do tio André, e faz dele seu escravo. Aconteceu de que o pobre do tio André teve que gastar todo o seu dinheiro para levar Jadis aos lugares mais chiques da cidade.
A Feiticeira Branca acaba com tudo na cidade. A polícia é chamada mas não consegue contê-la. Por sorte, Polly e Digory conseguem voltar para O Bosque Entre Dois Mundos através dos anéis, sendo que desta vez levam junto, além da Feiticeira tio André, o cocheiro e seu cavalo Morango.
Ao chegar lá, tudo estava em escuridão. Todos se perguntam se aquele lugar é realmente o Bosque, ou é Charn, ou é outro lugar. 
Até que o evento mais aguardado no livro acontece: um som inexplicável que mais parece um canto, começa a ressoar pelo lugar.

          "No escuro, finalmente, alguma coisa começava a acontecer. Uma voz cantava. Muito longe. Nem mesmo era possível precisar a direção de onde vinha. Parecia vir de todas as direções, e Digory chegou a pensar que vinha do fundo da terra. Certas notas pareciam a voz da própria terra.


Essa voz era do Leão, Aslam, que fez com que a luz começasse a surgir juntamente com todas as coisas maravilhosas que habitam em Nárnia. Seres viventes, árvores com seus frutos, estrelas, montanhas, e etc.

Até mesmo os animais começaram a falar, mas tio André não entendia nem mesmo o que Aslam falava. E isso teve uma explicação:

         "Mas não posso dizer isso a este velho  pecador, como também não posso consolá-lo; ele  mesmo se colocou fora do alcance da minha voz. Se eu lhe falasse, ouviria apenas rosnados e rugidos.


A Feiticeira Branca fugiu e foi encontrada após alguns acontecimentos: Digory queria pedir a Aslam algo que curasse sua mãe que estava muito doente em Londres, mas não o fez. Antes, Aslam o pediu para ir além das montanhas e pegar uma maçã que estava no centro de um lugar separado. Essa maçã traria o equilíbrio à Nárnia. Digory aceitou a missão e foi até o lugar, de carona do cavalo Morango (que agora voava) e Polly. 

Lá, ele chegou a ser tentado pela Feiticeira Branca que lhe dizia que se ele comece a maçã teria a eterna juventude, mas o menino preferiu ser fiel e ignorou Jadis, que foge para o norte. 
O fim do livro é simples: Digory, Polly e tio André voltam para Londres. O cocheiro vira rei de Nárnia, juntamente com sua esposa Helena, que é chamada por Aslam e acaba chegando lá. 
Digory ganhou de Aslam uma maçã que traria a cura à sua mãe, e assim acontece. 
Pensando que pudesse produzir mais daquela maçã, Digory planta a semente dela na terra, e uma árvore acaba nascendo, sendo que o fruto não tinha poder. 
Até que um dia, uma grande tempestade assola Londres e a árvore é arrancada. Digory, já aos quarenta e poucos anos, decide montar um guarda roupa com a madeira da árvore, e assim o leva junto de si para sua mansão no campo onde morava, sendo um professor (aquele de O Leão, A Feiticeira e O Guarda Roupa, lembra? O professor Kirke).
Esse guarda roupa cuja madeira é de Nárnia, tem o poder de transportar crianças do nosso mundo, à Nárnia através da magia :-)
Final perfeito e bem explicádo.



Opinião: C.S. Lewis ter decidido escrever esse livro para explicar coisas que não ficaram claras em O Leão, A Feiticeira, E O Guarda Roupa foi a melhor decisão que ele poderia ter tomado rs. Mas é sério. Esse livro é ótimo e épico. Um dos melhores infanto juvenil de todos os tempos. 

Nota 10!

  

Um comentário:

  1. Tenho o livro único das crônicas, e ainda não consegui ler... Mas espero fazer isso em breve.

    Beijos

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